Valores

A curva de atenção das crianças na sala de aula


Para cada professor, gostaríamos de saber quanto tempo dura a atenção das crianças na sala de aula. E esse fator depende de diferentes processos psicológicos básicos, como a motivação, a emoção do momento, a hora do dia ou o tipo de tarefa. Além disso, podemos agregar espaço, temperatura, localização na sala de aula ...

É importante refletir sobre tudo isso, a fim de otimizar os recursos de que dispomos, tanto os nossos, quanto os do espaço e do meio ambiente, e assim promover um maior tempo de atenção consciente nas crianças.

A atenção sustentada, entendida como a capacidade de manter o foco da atenção em uma atividade ou estímulo por um longo período de tempo, é o que se pretende alcançar nos alunos. Mas bem, quanto tempo dura essa atenção sustentada? É tempo suficiente para dar as explicações necessárias sobre um conteúdo? É o mesmo em todos os meninos e meninas?

Estudos recentes confirmam que a capacidade do [email protegido] de manter a atenção sustentada varia, em média, entre 10 e 20 minutos. Isso sugere e nos convida a organizar a aula de uma certa forma, ou seja, é aconselhável dividir o tempo da aula em blocos que não excedam aproximadamente 15 minutos. Assim, desta forma, também oferecemos tempo para o posterior processamento e consolidação da informação, ao qual adicionaremos algum tipo de prática se o assunto o permitir.

Portanto, deve-se iniciar uma sessão de aula com o objetivo fundamental de despertar o interesse e a curiosidade do grupo, tendo a oportunidade de dê conteúdo importante nos primeiros minutos, pois é melhor lembrado o que é feito no início da sessão; no meio podemos facilitar a reflexão e a dinâmica por meio do trabalho cooperativo, e encerrar o segmento de aula com uma revisão da prioridade vista acima. Em qualquer caso, trata-se de favorecer, facilitar a compreensão e assimilação das matérias, fazer com que o aluno mantenha uma atenção ativa e útil, será a nossa grande conquista.

Há poucos dias escutei uma bela apresentação do astrofísico e professor de neuroeducação Jesús C. Guillén, na qual nos apresentou várias investigações a esse respeito e recomendou, entre outras coisas, uma sessão um pouco mais intensa:

- Faça pausas de 4 minutos, para no assunto, paradas que envolvem movimento na sala de aula e após esses 4 minutos continue com o assunto. Acho que seria uma proposta magnífica incorporar o ESO ou o Baccalaureate, algo compatível com as famosas master classes.

- Por outro lado, em relação à distribuição das disciplinas ao longo da jornada escolar, Guillén também afirmou que melhores resultados atencionais estão sendo demonstrados quando na primeira hora da manhã são ministradas áreas como Educação Física ou Artística e no meio da manhã uma área de Ciências, por exemplo.

Por fim, não quero nem posso deixar de lado a questão emocional, pois as emoções podem tornar mais fácil ou mais difícil participar da sala de aula. Um ambiente positivo favorece a concentração e dispõe, em maior medida, o aluno e o aluno, para a aprendizagem. E essa emoção agradável, não vamos esquecer, começa com a professora. Temos que nos tornar um pouco mágicos e mágicos, ser um pouco mágicos da atenção e assim conseguir melhores resultados.

“A curiosidade, o que é diferente e se destaca no ambiente, acende a emoção. E com ela, com emoção, abrem-se as janelas das atenções, foco necessário para a criação do conhecimento ”Francisco Mora

Você pode ler mais artigos semelhantes a A curva de atenção das crianças na sala de aula, na categoria Aprendizagem no local.


Vídeo: FOCO E DÉFICIT DE ATENÇÃO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES (Outubro 2021).