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Pedagogia tóxica, um modelo educacional ainda em vigor em muitas escolas


Todos nós conhecemos o ditado popular: “entra a carta com sangue”. Quantas vezes a ouvimos quando íamos para a escola e ainda continuamos a percebê-la no ambiente.

Nas escolas, o conhecimento das crianças é gerenciado e, para isso, os professores podem e devem escolher entre os diversos modelos educacionais existentes, a fim de garantir que as crianças adquiram essas habilidades.

Há um grande problema e é que ainda em muitas escolas existe um modelo que ainda está legitimamente acima de tudo e que os professores inconscientemente acabam usando: pedagogia tóxica.

A pedagogia tóxica refere-se ao modelo tradicional baseado na aprendizagem mecânica, praticado desde os tempos da revolução industrial. É um modelo de não educação que paradoxalmente busca que a criança nunca se forme, pois se baseia em:

- Que os alunos são formados a partir de um conhecimento importado (o que lhes é dito como verdade absoluta) e que são incapazes de formar seu próprio conhecimento.

- Concentra-se nos resultados em vez de estar focado na aprendizagem em si.

- A avaliação e a qualificação promovem a competitividade e o único objetivo é ser o melhor. O que relega para segundo plano uma minoria que não acompanha.

- O que os alunos aprendem é selecionado sem levar em consideração os interesses dos alunos.

- O professor é o único poder e nenhum interesse na participação dos alunos.

Há estudos que mostram que com esse tipo de pedagogia a criatividade das crianças diminui à medida que os pequenos vão “aprendendo” com esse modelo educacional. Assim, a curiosidade e a busca por experiências dão lugar a comportamentos mais rígidos e inflexíveis.

Isso porque a partir da pedagogia tóxica que se utiliza, a criança está sendo ensinada a se conformar ao estabelecido e adotar o pensamento convergente. Se o pequeno sai do caminho traçado pelo professor, ele não gosta e, portanto, limita o potencial do aluno e, inconscientemente, torna-o desajeitado e menos inteligente, pois não pode usar a imaginação

A partir desse modelo, o sucesso na escola significa tirar boas notas e quem o faz é quem se adapta, repete os padrões estabelecidos e não se arrisca a inovar para não errar. No futuro, eles não saberão como encontrar suas próprias soluções, pois só aprenderam a fazer as coisas como lhes mandam, de uma maneira e sem pensar de outra forma.

O tipo de pedagogia que ainda se utiliza e que chamamos de tóxica teve sua razão de ser em uma sociedade industrial onde treinar significava acumular informações para aplicá-las posteriormente em trabalhos futuros. Hoje vivemos numa sociedade empresarial e da informação onde, graças à Internet, é fácil encontrar quaisquer dados.

Assim, o aluno necessitará de criatividade além de desenvolver as competências e aptidões necessárias para poder encontrar soluções para os problemas e saber discernir o positivo de todas as informações que nos bombardeiam.

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