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Como planejar a gravidez


Ir a uma consulta pré-concepção é essencial ao planejar uma gravidez. Avaliar o estado de saúde da mãe é essencial antes de engravidar. A maioria dos problemas de saúde das mulheres pode ser resolvida antes da concepção e outros podem ser evitados para garantir a melhor saúde possível durante a gravidez.

O doutor Antonio González, chefe do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Materno-Infantil La Paz, de Madrid, explica quais são os cuidados que devemos ter em conta antes de engravidar.

Com que antecedência devemos planejar uma gravidez?
O planejamento sempre traz um benefício para a mãe e para o futuro bebê. Há uma série de medidas preventivas, que afetam a saúde de ambos, e uma delas é a contribuição de ácido fólico. É aconselhável que quando a mulher engravidar, ela já tenha tomado algum tempo, dois ou três meses, tomando suplementos vitamínicos que serão favoráveis ​​para o desenvolvimento de todos os dispositivos e sistemas do bebê.

Quais distúrbios o ácido fólico previne antes da gravidez?
Existe uma relação causal entre a deficiência de ácido fólico e algumas malformações do tubo neural, como espinha bífida. Tomar ácido fólico três meses antes da concepção é uma medida preventiva para evitar que o bebê desenvolva um defeito no tubo neural, como espinha bífida. É recomendado que todas as mulheres já estejam tomando ácido fólico no início da gravidez.

O que devemos levar em consideração antes de iniciar a relação sexual para engravidar?
Viver uma vida saudável com hábitos saudáveis ​​é importante para todas as mulheres, especialmente aquelas que já têm alguma doença como cardiopatia, diabetes ou histórico dessas doenças antes de planejar a gravidez.

Por isso, encaminhamos essas futuras mães para a consulta pré-concepcional, onde damos uma série de conselhos, além de explorá-las e ver se a doença está bem controlada, para que possam sustentar uma futura gravidez.

A consulta de pré-concepção também pode aconselhar contra a gravidez?
Na consulta pré-concepcional damos guias práticos e conselhos para uma futura gravidez. Mas, de vez em quando, recebemos pacientes que já têm patologias, que após análises e exames pertinentes, tornam a gravidez desaconselhável e o conselho é esperar uma estação para engravidar.

Quanto tempo esperar e por que isso?
Principalmente para iniciar a gravidez com boa saúde. Uma mulher hipertensa, diabética ou com algum problema hematológico que não seja bem tratada não deve engravidar até que, após o tratamento adequado, tenha conseguido ajustar sua doença.

A consulta pré-concepcional não só ajuda a mulher a engravidar, mas também serve para direcionar sua saúde e desaconselhar a gravidez quando a situação for grave ou permitir um equilíbrio ou melhora em sua saúde com tratamento adequado.

Que conselho você daria às mulheres que decidem se atrasar?
O instinto materno é tão forte que as recomendações que o limitam muitas vezes são ignoradas pelo interessado. Mas, não há dúvida de que a gravidez tem uma idade. Quanto mais alguém tiver mais de 35 anos, maiores serão os riscos. O oócito, que é a célula feminina, com a idade sua qualidade piora e o risco de cromossomatopatias (alterações cromossômicas) aumenta com a idade.

Isso pode levar a malformações, como síndrome de Down ou trissomias. Mas também, à medida que envelhecemos, mais doenças aparecem e é mais fácil para uma mulher desenvolver doenças renais, hipertensivas, cardíacas ou infecciosas.

A idade avançada associada à gravidez também apresenta riscos no parto?
Por volta dos 40 anos, a dilatação e distensão do períneo são mais difíceis. É verdade que conquistamos um remédio que favorece a gravidez nessa idade e isso é uma conquista.

Também não podemos ignorar os problemas inerentes à idade e, nesse sentido, o número de cesáreas após os 40 anos é muito maior do que entre 20 e 30 anos porque a dilatação é mais lenta e mais difícil e, sendo mais longa, o bebê está mais em risco. Passamos agora por uma fase da medicina em que a segurança prevalece e temos que garantir que a criança nasça bem do ponto de vista físico e mental.

No caso das doenças hereditárias, quais controles são necessários para evitá-las em crianças futuras?
O mais importante de tudo é o aconselhamento genético. Para fazer isso, é conveniente determinar, primeiro, qual é a doença e, em segundo lugar, quais as possibilidades que ela tem de ser herdada. Devem ser estudados e conhecidos antes da gravidez para aconselhar a paciente ou desaconselhar a gravidez, caso não possamos evitar que seja transmitida dos pais para os filhos.

Antonio Gonzalez

Chefe do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia

Hospital Materno-Infantil La Paz

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