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Por que não é ruim para as crianças terem medo


O medo carece de popularidade, mesmo sua existência é vista como algo negativo. No entanto, corresponde a uma emoção que visa nos proteger do perigo. Vale a pena considerar então se é ruim ou não para as crianças sentirem medo.

Em nosso site, esclarecemos os pontos positivos de sentir medo e como ajudar as crianças quando esse medo se torna angustiante.

O medo é uma emoção básica que surge porque percebemos um perigo, que pode ser real ou imaginário, e que dispõe o corpo para um vôo rápido sentindo uma ativação nas extremidades inferiores e superiores, permitindo que a situação escape.

A função dessa emoção é a sobrevivência, poder iniciar mecanismos que nos defendam contra riscos ou perigos. Às vezes como pais caímos no erro de pensar que nossos filhos não podem temer nada e quando o fazem, a primeira coisa que fazemos é convidá-los a não sentir isso.

Por exemplo, uma criança fala para a mãe não desligar a luz porque ela está com medo, a mãe - provavelmente - responderá: “não se preocupe, nada acontece no escuro. Não temas". No entanto, caímos na tentação de não sentir empatia pelo medo de nossos filhos.

Isso pode ser prejudicial para o desenvolvimento socioafetivo, porque não ter empatia com seu medo causa maior angústia e estresse. O cérebro começaria a secretar altas doses de cortisol, o hormônio do estresse, que, de acordo com pesquisas, limita o desenvolvimento cognitivo.

Para ser uma resposta contida ao medo das crianças, é imperativo saber quais medos estão presentes de acordo com o desenvolvimento evolutivo.

Durante os primeiros anos de vida, o maior medo é o abandono de seus cuidadores, bem como a presença de estranhos. Quando você tem dois anos de idade, seus medos estão relacionados à escuridão e a certos animais que podem lhe fazer mal. Também existe o medo do abandono ou separação dos pais ou responsáveis.

Aos 4 anos, os medos começam a ser mais fantasiosos, como monstros ou fantasmas. Também existe o medo de terremotos, trovões ou relâmpagos. Durante a adolescência, o medo começa a apresentar elementos e cunho social como medo do ridículo ou da morte de entes queridos.

- Ajude-os a nomear o que temem. Para isso, é essencial que você sinta que seus pais estão sintonizados com o seu medo.

- Não os envergonhe ou repreenda por estarem com medo. Isso evitaria que nossos filhos enfrentassem seus medos.

- Facilite o enfrentamento do medo por meio de ideias criativas para que aos poucos e sem pressão possam enfrentar lentamente seus medos. Como, por exemplo, dar a ele uma camada de superpoderes.

- Ajudar você a lidar com desgostoEle gera medo por meio de ferramentas de relaxamento, como respirar ou mudar o foco da atenção.

Por meio dessas ferramentas, eles perceberão que nossos filhos saberão usar esse mesmo sentimento, o medo, como ferramenta de aprimoramento e crescimento. Não em vão alguns desses personagens se relacionam com seus medos, porque souberam ocupá-los em seu próprio benefício.

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