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Técnicas de reprodução assistida


Às vezes você não consegue um gravidez Por métodos naturais e, futuros pais, recorrendo a técnicas de fertilidade, em que consistem essas técnicas? Qual é a taxa de sucesso? Quem pode usar esses métodos?

A doutora Victoria Verdu, Coordenadora de Ginecologia da clínica de reprodução assistida Ginefiv e especialista em fertilidade da Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia (SEGO), nesta entrevista exclusiva em nosso site, ela responde às perguntas dos pais sobre os métodos e técnicas de reprodução assistida.

1- Quanto à fertilização in vitro. Em que consiste? Para quem é recomendado?

A técnica consiste em estimular o ovulação por oito a dez dias. Essa estimulação é realizada com injeções que são administradas na paciente por via subcutânea, e em determinado momento, quando os folículos crescem nos ovários, uma murcha negra que medimos por ultrassom, fazemos um punção para remover esses ovos. É a primeira vez que avaliamos a qualidade oocitária e nesse mesmo dia o macho entrega a amostra de sêmen para colocar óvulos e espermatozoides em contato. Normalmente, dois ou três dias depois, é realizada a transferência dos embriões obtidos pela técnica.

2-Qual a taxa de gravidez alcançada com a fertilização in vitro, tanto para mulheres jovens quanto para maiores de 35 anos?

As taxas de gravidez em mulheres com idades entre 35 e 40 anos estão em torno de 30% ou 40%. Obviamente, são taxas aceitáveis, mas o problema é que, à medida que envelhecemos, apesar da gravidez ser alcançada, a taxa de aborto.

As taxas de gravidez acima de 40, até 43 ou 44 anos, que são as idades máximas em que trabalhamos na reprodução assistida com os oócitos da própria mulher, ronda os 20% ou 25%. O problema é que o índice de abortos aumenta muito, o que é uma realidade que temos que ter clareza na hora de engravidar com essas técnicas.

3-Quais são os riscos da fertilização in vitro para a saúde da mulher a curto e longo prazo?

O principal problema com o qual temos que lidar todos os dias é que existe o risco de hiperestimulação ovariana, ou seja, coloca-se um medicamento para que os ovários respondam e nos dêem um certo número de oócitos. Às vezes, certos tratamentos hormonais podem fazer com que os ovários fiquem muito grandes e tenham as complicações da hiperestimulação ovariana.

Outro dos principais problemas que encontramos no fecundação in vitro É o risco de gestação múltipla, por isso geralmente é recomendado ao casal, principalmente se for jovem e com bom prognóstico, obter um ou dois embriões. É verdade que ter uma gravidez gemelar não é isenta de riscos.

As técnicas de reprodução assistida são feitas de forma muito controlada e limitada. Normalmente, um casal que decide se submeter a um tratamento de reprodução assistida é submetido a um estudo muito completo que avalia não só os problemas de fertilidade, mas também o estado geral do casal e principalmente da paciente que vai assumir a gravidez. Normalmente fazemos no máximo três ou quatro ciclos de fertilização in vitro, então os riscos de longo prazo são muito controlados.

4- O que é microejecção do esperma? Em que casos é usado? Qual é a taxa de gravidez?

A microejecção esférica é uma técnica de fertilização in vitro em que a ovulação é estimulada. O que se faz é selecionar um oócito de boa qualidade, um espermatozóide que tenha boa mobilidade e boa forma e nós microinjetamos naquele oócito.

Essa técnica é feita porque a qualidade da amostra de sêmen costuma ser muito baixa e pensamos que se colocarmos óvulos e espermatozoides em contato para fazer uma fertilização in vitro convencional, isso pode não acontecer. Também há ocasiões em que essa fertilização in vitro convencional foi feita e vimos que houve uma taxa de fertilização muito baixa ou que não foram gerados embriões, não há fertilização espontânea.

5- O que é inseminação artificial? Quais casais são elegíveis para este método? Qual é a taxa de gravidez?

A inseminação artificial é a técnica de reprodução assistida mais simples. Simplesmente consiste em estimular a ovulação, pelo ultrassom controlamos o momento em que a mulher vai ovular e quantos óvulos ela vai ovular. No momento em que está prestes a ovular, você obtém um amostra de sêmen, é treinado, é colocado nas melhores condições possíveis, e essa amostra é introduzida na cavidade uterina com uma cânula muito fina que dificilmente incomoda e que pode ser realizada mesmo em consulta.

É uma técnica muito simples. As chances de gravidez também variam dependendo da idade materna. Em mulheres com menos de 35 anos, as taxas de gravidez giram em torno de 15% ou 17%.

6- Quais são as vantagens do congelamento de embriões para mulheres que decidem ser mães? Para quem esta técnica é recomendada?

O embrião congelando é uma consequência da fertilização in vitro. Costumamos estimular a ovulação com o objetivo de ter um número razoável de oócitos para poder trabalhar e ter embriões. O normal é que temos entre 5 e 10 óvulos em uma mulher que responde de forma normal e que quando fecundam, em uma mulher normal com menos de 35 anos, entre 2 e 6 embriões dois ou três dias após ter realizado o punção, quando fazemos a transferência do embrião.

Ficamos muito felizes com a realização do congelamento e mesmo em pacientes com alto risco de hiperestimulação ovárica, utilizamos protocolos que nos permitem obter embriões e oócitos, os congelamos, nós vitrificamos e transferimos em um ciclo posterior, quando há risco de hiperestimulação zero.

7- Em relação ao fracasso na implantação de embriões, as pesquisas continuam buscando uma solução para o problema?

No momento, extensos estudos estão sendo realizados para ver se há algum problema que possa afetar a implantação. estudos hematológicos, pois há momentos em que alterações na coagulação podem comprometer a possibilidade de implantação de um embrião na cavidade uterina e estudos são feitos quanto à capacidade da cavidade uterina em aceitar esse embrião.

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