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Alternativas aos medicamentos para crianças hiperativas


Cada vez conheço mais crianças hiperativas ou aquelas que sofrem de déficit de atenção e hiperatividade. Quando você menciona a palavra hoje em dia, alguém se apressa em dizer que conhece uma criança com TDAH.

Porém, há alguns anos não falávamos do transtorno propriamente dito, estávamos nos referindo a crianças nervosas, inquietas, distraídas ou com problemas de concentração. Naquela época não havia diagnóstico ou tratamento para a criança, a não ser 'pela força bruta', ou seja, baseado em repreensão e punição.

Hoje em dia há cada vez mais casos diagnosticados, nas escolas existem protocolos para que, se o professor detectar que uma criança pode ser hiperativa, os pais sejam avisados ​​e um neurologista possa avaliá-la e iniciar o tratamento psicológico se for o caso. O tratamento do TDAH não é apenas comportamental: trabalhando com crianças e pais para melhorar seus cuidados, sua concentração ou impulsividade. Em alguns casos, os medicamentos são recomendados.

A medicação para crianças hiperativas passa, segundo Mª Jesús Ordóñez, pediatra da Atenção Básica, e coautora do livro 'Você não está só', devido a medicamentos estimulantes ou não estimulantes para crianças que não toleram medicamentos. Segundo o médico, são drogas que não causam dependência e que geram grandes melhorias nas crianças. O pediatra preconiza o uso de medicamentos pelos ótimos resultados obtidos e pelo baixo risco.

No entanto, existem muitos pais com medo de medicar seus filhos e administrar drogas. Para eles, será um alívio saber que segundo investigação realizada pelo Hospital for Sick Children de Toronto (Canadá), a educação exercida pelos pais deve ser a primeira opção no tratamento da hiperatividade em pré-escolares, antes recorrer à medicação.

O trabalho deste hospital foi publicado na revista Pediatrics e está comprometido com os pais que buscam treinar seus filhos, participar ativamente de sua educação e ajudá-los a melhorar sua concentração ao invés de administrar medicamentos. De acordo com esses especialistas, as drogas melhoram o comportamento das crianças, mas elas correm o risco de problemas de humor e de crescimento.

Esta pesquisa não nos informa sobre as diferenças entre uma criança hiperativa tratada apenas com terapia educativa e outra tratada com medicamentos, mas revisou outros estudos anteriores em que se observa uma melhora no comportamento da criança formada pelos pais.

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