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Tratamentos de fertilidade para engravidar


Mais e mais casais estão recorrendo a tratamentos de fertilidade para ter o bebê desejado. Que tipos de técnicas existem para conseguir a gravidez? Como a infertilidade é diferente da esterilidade? Quais são os principais fatores que influenciam os problemas em ter filhos?

A doutora Victoria Verdu, Coordenadora de Ginecologia da clínica de reprodução assistida Ginefiv e especialista em fertilidade do Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia (SEGO), nesta entrevista exclusiva com GuiaInfantil.com, responde às dúvidas dos pais sobre os métodos e técnicas de reprodução assistida.

1- Quanto tempo uma mulher deve esperar antes de ir ao especialista em fertilidade para engravidar?

Normalmente o tempo de espera antes de ir a uma consulta de fertilidade depende da idade materna. Em mulheres com menos de 35 anos, é aconselhável esperar um ano. Caso a mulher tenha mais de 35 anos, é aconselhável que, após seis meses de relações sexuais normais, tente fazer o estudo de esterilidade, pois o tempo é curto.

2- Que fatores influenciam o não sucesso da gravidez?

Os fatores que geralmente influenciam os problemas de infertilidade são indicados por duas partes, pela mulher e pelo homem. Em relação às mulheres, o problema fundamental que geralmente se tem é a idade materna avançada. É verdade que antes da idade de ter o primeiro filho era mais precoce, mas atualmente, devido a fatores econômicos e sociais e à incorporação da mulher ao trabalho, a idade do primeiro filho está aumentando muito.

Existem também fatores ambientais que estão influenciando tanto mulheres quanto homens, conforme demonstrado pela qualidade da amostra de sêmen. Mas quero ressaltar que o principal problema que enfrentamos é o fator idade, principalmente nas mulheres.

3- Qual é a diferença entre infertilidade e esterilidade?

Os ginecologistas diferenciam esterilidade e infertilidade. Esterilidade é quando um casal não consegue engravidar, enquanto a infertilidade é quando a gravidez é alcançada, mas há abortos espontâneos e a criança não nasce. Nesses momentos, os conceitos de esterilidade e infertilidade se confundem e são utilizados quando um casal tem dificuldade para ter um filho.

4- Quais são os principais problemas que as mulheres enfrentam para engravidar?

A idade tem uma influência fundamental na capacidade das mulheres de estudar a fertilidade masculina e feminina. Quando nascemos, já temos vários óvulos disponíveis nos ovários, e esses óvulos se esgotam com o tempo. A partir dos 35 anos, sabemos que a quantidade de oócitos que temos é muito menor. O principal problema é que esses oócitos envelhecem e sua qualidade é muito afetada.

A partir dos 40 anos, a probabilidade de ter filhos com seus próprios oócitos é bastante reduzida. Também é verdade que fatores ambientais podem fazer com que esse processo se acelere, por isso seria muito interessante levar uma vida o mais saudável possível, fumar o menos possível e cuidar de nós mesmos o máximo possível.

A idade é o fator fundamental, assumimos gravidez em idades muito avançadas. Então, encontramos a capacidade de ovular corretamente, pacientes que têm ovários polimicrocísticos. Muitas vezes também há mulheres que têm endometriose, e isso pode afetar a capacidade de ovulação e a possibilidade de seus tubos, devido a processos inflamatórios, serem alterados ou bloqueados. Esses são os principais problemas que encontramos regularmente.

5- Quais são os tratamentos para conseguir a gravidez?

Os tratamentos mais comuns realizados em unidades de reprodução assistida vão desde técnicas mais simples, como a inseminação artificial, que consiste simplesmente em ver quando a mulher vai ovular, por meio de uma ultrassonografia, e depositar a amostra de sêmen na cavidade. Uterino no máximo tempo e nas melhores condições possíveis, para técnicas de reprodução assistida mais avançadas, como a fertilização in vitro.

Normalmente o que fazemos é estimular a ovulação por 8 ou 10 dias, extraímos os óvulos, e a partir desse momento, dependendo da qualidade da amostra de sêmen, são realizadas técnicas convencionais de fertilização in vitro, que consistem em colocar óvulos e espermatozoides em contato , ou técnicas mais avançadas em que, para cada óvulo, devemos retirar um bom espermatozóide e injetá-lo no oócito. Essas técnicas são chamadas de microinjeção de esperma.

6- Quais são os diagnósticos diferenciais modernos para a fertilidade da mulher?

O diagnóstico de infertilidade já percorreu um longo caminho. Até alguns anos atrás, era feita uma avaliação hormonal, uma ultrassonografia e uma avaliação da qualidade da amostra de sêmen. Mas felizmente, neste momento, podemos ir além, fazer diagnósticos genéticos, cariótipos, avaliações da qualidade da amostra de sêmen em que estão sendo detectados determinados parâmetros que às vezes são influenciados pelo estilo de vida que levamos, para que nos cuidemos. .

A verdade é que estes diagnósticos estão ajudando muito a tornar os tratamentos cada vez mais delimitados, o número de ciclos que se realizam são cada vez mais curtos, e assim obtemos a gravidez o mais rápido possível ou um diagnóstico mais preciso do que está acontecendo. para o casal.

7- Qual a real probabilidade reprodutiva de uma mulher? Como podemos calcular sua reserva ovariana?

A capacidade de uma mulher engravidar em determinado momento depende de muitos fatores, mas é verdade que a avaliação da reserva ovariana é muito importante para nós.

A forma de avaliar a capacidade reprodutiva que temos, a quantidade de óvulos que ficam disponíveis nos ovários em determinado momento, fazemos a partir de ultrassonografias vaginais, que têm uma resolução elevada e que nos fazem avaliar muito bem o número de folículos antrais. que o ovário tem, algumas pequenas manchas que são vistas ao ultra-som, e que nos dão uma ideia muito importante da capacidade reprodutiva de uma mulher em um determinado momento.

A isso acrescentamos a capacidade de fazer testes hormonais, como o hormônio anti-Mülleriano, que nos delimitam claramente qual a capacidade reprodutiva que temos naquele momento. São marcadores complementares, mas no momento nos ajudam muito na hora de decidir um ou outro tratamento ou se temos que acelerar um pouco mais no tempo ou se temos que ir mais devagar na aplicação de técnicas de reprodução assistida.

8- Como é feito o diagnóstico da fertilidade masculina com os novos avanços do laboratório?

O diagnóstico da infertilidade masculina atualmente é feito a partir de parâmetros tradicionais como a realização de um seminograma, ou de técnicas mais sofisticadas como o teste de capacitância espermática, em que podemos recuperar os espermatozoides com boa mobilidade e boa morfologia após 24 horas.

Temos até técnicas de diagnóstico como a fragmentação do DNA do esperma, que nos ajuda muito no diagnóstico do problema do casal, para ver se existem fatores ambientais que possam estar influenciando a capacidade reprodutiva do homem. Tudo isso torna os tratamentos cada vez mais eficazes.

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