Valores

Crianças que querem ser sempre as primeiras e as melhores em tudo


Há crianças que querem ser sempre as primeiras e as melhores em tudo. Eles “competem” para alcançá-lo na escola, em qualquer atividade ou jogo com os amigos, com os irmãos e assim por diante. Eles fazem isso em todos os contextos e até se sentem mal quando não conseguem vencer.

Quando encontramos uma criança que quer ser a primeira em tudo, devemos observar sua idade. É importante levar em consideração esse aspecto, pois nos ajuda a prever esse tipo de comportamento.

Quando os mais pequenos têm três e quatro anos, é normal que queiram sempre ser os primeiros e vencer em todos os jogos. Nessa idade, eles estão em um estágio caracterizado pelo egocentrismo. Ou seja, para eles tudo gira em torno deles.

Por outro lado, se a criança mais velha (10 anos) apresentar comportamentos competitivos como:

- Achando que vai perder e, por isso, prefere não jogar.

- Sempre que ele perde a culpa, a culpa é dos outros.

- Seja perfeccionista e não tolere os próprios erros.

- Fique mais atento para vencer e seja o primeiro a curtir a atividade.

Os adultos devem ficar atentos, pois esse não é mais um comportamento normal, pois esse tipo de comportamento vai evoluindo com o crescimento e maturidade dos pequenos.

Na sociedade de hoje, muita importância é atribuída às notas e aos resultados. Isso significa que quando os pais se concentram na educação de seus filhos, eles o fazem mais olhando para o que os “outros” exigem do que para o que o filho precisa.

Essa pressão social, além da desorientação generalizada dos pais que muitas vezes não sabem qual é o seu papel na educação dos filhos, inadvertidamente acabam usando a comparação com os outros como ferramenta educacional central, e o fazem sem levar em conta que cada criança é um mundo e sua taxa de evolução é diferente da de seus pares. Isso implica uma pressão sobre a criança para ser a melhor, o que a afeta de forma negativa.

Que a criança seja competitiva de forma saudável é bom, pois permite que ela melhore, alcance o sucesso e seja feliz. O problema surge quando há excesso de competitividade, pois provoca a obsessão de querer ser sempre o primeiro, a solidão e a infelicidade causando baixa autoestima, estresse e pouca tolerância à frustração na criança. Para evitar essa atitude de sempre querer ser o primeiro e ser supercompetitivo, podemos:

- Não exija muito da criança. Será importante que você se esforce e tente vencer, mas não será o mais importante. Se você não pode, não os culpe.

- Ensine e lembre-se de que o importante ao fazer algo é aproveite e aprenda. Você nem sempre ganha.

- Recompensa e valorizar o esforço Embora eu não tenha ganhado Você tem que motivar, não pressionar.

- Explique o consequências negativas ser tão competitivo.

- Incentive na criança valores como tolerância, esforço, ser empático, cooperativo, etc.

- Não compare nunca com outras crianças ou irmãos.

- Ensine isso você não tem que ser perfeito. Errar é positivo e ajuda a avançar.

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