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Como reconhecer um vício digital na adolescência


É uma realidade, pais de adolescentes, estamos imersos em um mundo muito diferente daquele em que éramos crianças; A tecnologia nos inunda, nos faz apaixonar, nos aproxima, nos afasta e às vezes nos oprime.

Ninguém fica surpreso em ver pessoas atrás de uma tela o tempo todo escrevendo, fotografando suas comidas favoritas para compartilhar nas redes sociais, procurando informações sobre qualquer coisa, sendo guiadas até o destino com GPS, gravando um show ao invés de ver o cantor que desta vez ele está na frente e até procura o amor… a lista continua…. A questão é: Como reconhecer um vício digital na adolescência? Onde é o limite?

Vemos nosso filho adolescente usar as mídias digitais grande parte do seu tempo desde televisão, computador, celular e tablet até videogames, não é algo que nos tira do sono. Mas quando é "demais"?

São muitos os benefícios que os meios digitais proporcionam a um jovem que se encontra em plena construção da sua identidade: segurança, socialização, aprendizado e diversão entre outros; Porém, quando seu uso passa a gerar uma dependência excessiva que culmina no que podemos chamar de “vício”, os sinais ficam bem claros:

1. Falta de controle e desamparo. Quando são retirados dessas mídias, eles mostram reações exageradas, onde podemos vê-los fora de controle, desesperados, desamparados e fora de si para recuperá-los.

2. Irritabilidade e angústia. Quando vemos que nosso filho não consegue curtir um bom momento se não tiver sua tela favorita ao lado e não só isso, mas ele também fica mal-humorado, irritadiço e até agressivo até colocá-la de volta em suas mãos.

3. Abandono de atividades desfrutadas anteriormente. Quando percebemos que aos poucos ele começa a se afastar de atividades que antes gostava de preferir ficar em casa navegando ou brincando.

4. A área familiar, social ou escolar é afetada. Quando esta dependência gera dificuldades significativas quer no âmbito familiar (conflitos familiares), na escola (baixo rendimento escolar) ou nas suas relações sociais (que podem tornar-se cada vez mais limitadas).

Em primeiro lugar, devemos nos perguntar: o que nosso filho encontra nessas atividades que passaram a gerar nele este grau de dependência? Não em todos, mas em alguns casos pode ocorrer pelos seguintes motivos:

1. Situações familiares disfuncionais e conflituosas, o que os faz preferir isolar-se no mundo virtual, o que os faz esquecer das dificuldades que os rodeiam.

2. Baixa autoestima e insegurança, muitas das interações nesses meios de comunicação permitem um perfil anônimo ou uma personalidade mais atraente que os faz se sentir mais seguros e confiantes.

3. Poucas habilidades sociais, existem muitos jovens que carecem de habilidades sociais para viver em grupo e se sentirem aceitos e integrados à sua realidade, porém, a tecnologia pode dar-lhes a oportunidade de se socializar de outras formas ou com novos círculos de amigos sem se sentirem excluídos e sem necessidade para exibir qualidades que não são desenvolvidas.

Como pais é preciso observar em qual atividade digital é aquele em que nosso filho está mais viciado: TV, videogames, telefones celulares, computadores, etc., levando em consideração essas informações, é mais fácil para nós ajudá-lo a substituir gradativamente o vício digital por atividades reais que podem ser muito mais satisfatórias para você, como:

- Sugira uma nova atividade que te excita e para o qual você tem habilidades. Isso lhe dará a oportunidade de se distrair, se misturar com novas pessoas e aumentar sua confiança.

- Se descobrirmos que sua atividade é predominantemente social, como o uso de telefone celular, devemos promover convidar mais amigos para casa ou organizar atividades com eles para tornar suas interações mais reais e divertidas.

- Se acharmos que a situação está fora de controle e principalmente se tiver a ver com fatores como os mencionados acima (situações familiares, baixa autoestima ou poucas habilidades sociais), vale a pena procure a ajuda de um profissional para evitar que a situação saia do controle.

Não se trata de manter nosso filho longe dessas atividadesMas para ajudá-lo a encontrar o equilíbrio e aproveitar tudo o que a vida tem a oferecer.

Não nos esqueçamos de ser solidários e também deixar nossas próprias dependências tecnológicas para conviver e curtir o mundo real com ele.

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