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A linguagem do bebê: do balbucio às primeiras palavras


Desde o nascimento, os bebês têm apenas os gestos, alguns sons e choro para comunicar e transmitir suas necessidades e emoções às pessoas ao seu redor.

Como e ele desenvolvimento da linguagem do bebê nos primeiros meses de nascimento? Nesta entrevista, o psicopedagogo Ana carballal, especialista em Intervenção Precoce, esclarece todas as dúvidas sobre o processo de aquisição da linguagem de bebês.

1. Como os bebês se comunicam?
Desde o nascimento, as crianças se comunicam conosco por meio gestos e sons. Por meio do choro, por exemplo, já nos dizem que há algo de que não gostam ou que ficam chateados, que estão com fome, com medo, com dor etc. Por isso, quando falamos da linguagem do bebê, diferenciamos duas etapas: a pré-linguística e a linguística.

2. O que é e como se desenvolve o estágio pré-linguístico ou não verbal?
A fase pré-linguística ou não verbal é assim chamada precisamente porque não há palavras, o que há são sons, aproximações, chilreios, balbucio, gritos e sorrisos, que constituem a primeira fase em que as crianças já começam a se comunicar, e duram mais ou menos até doze meses.

Os gestos e sons revelam o estado de espírito do bebê, bem como as diferentes necessidades: comer, ter contato físico, trocar fraldas, dormir, beber, etc. Os bebês transmitem e se comunicam sempre.

3. Que sinais nos indicam que a linguagem do bebê está evoluindo?
Como vemos que as crianças evoluem? Pois bem, desse choro inicial que é a primeira manifestação sonora da criança, segue-se o aparecimento do sorriso em resposta ao que ela gosta, sons guturais e vocálicos e, aos poucos, começa a distinguir entonações dos pais , isto é, se eles se referem a alegria, surpresa ou raiva.

Esta avaliação também mostrará o balbucio e as primeiras abordagens que em si dificilmente têm um valor comunicativo, mas que estão ganhando cada vez mais intencionalidade e significado. Isso será seguido por um jargão ou linguagem que os pais já estão identificando, e esses sons são o que a criança está se aproximando da palavra.

4. Por que e para que os bebês balbuciam?
O balbucio geralmente não é provocado até cerca de quatro meses, embora seja verdade que as crianças antes já emitem alguns sons ativamente. O balbucio é a forma de treinar os músculos faciais e os órgãos fonatórios para aprender a falar e também de se aproximar da língua e do ambiente.

Além disso, os adultos não só darão informações ao falar, mas também interpretarão suas vocalizações, dando-lhes um sentido no contexto em que a criança se encontra. Com isso, podemos ver como as crianças vão de vocalizações você reflete como está chorando, aos jogos vocálicos, apreciaremos o balbucio reduplicativo, quando as crianças repetem duas sílabas iguais (mama, tatá), que será seguido pelo balbucio não reduplicativo, quando repetem sílabas diferentes que começam a constituem um jargão, ou seja, uma forma de falar em que não dizem palavras, mas realizam elevações e quedas de tom que lembram a maneira de falar dos adultos.

5. Como ocorre a transição entre o balbucio e as primeiras palavras do bebê?
Em seu processo de evolução entre o balbucio e as primeiras palavras, as crianças começarão, aos poucos, a imite mais sons do que seus pais dizem e relacionar a informação que seu ambiente está dando a eles sobre um objeto.

Desta forma, o jargão de que falamos anteriormente aparecerá e, nesse jargão, eles usarão a união de vários sons semelhantes a um palavra referir-se a algo sempre da mesma forma, por exemplo, quando dizem “aga”, para água, algo que as pessoas do ambiente em que se encontra entendem e, por fim, esses sons irão evoluir até a primeira palavra.

6. Como os pais podem interferir e ajudar seu bebê a se comunicar mais?
Nesta fase, é importante que os pais converse com seu bebê frequentemente, responda ao balbucio deles e faça diferentes expressões com seu rosto. Falar é algo que fazemos continuamente e que podemos começar a qualquer momento, por exemplo, nas rotinas diárias.

É a melhor época para enriquecer o mundo de nossos filhos com novas informações, palavras, gestos, expressões de afeto e este, sem dúvida, é o melhor meio para o desenvolvimento e amadurecimento da linguagem. Assim, podemos optar por enriquecer essas atividades, não só pelo ato de falar, mas por tudo o que ela contém, cumplicidade, carinho, segurança, carinho, aprendizado, vivência e emoções.

Autor: Ana Carballal. Psicopedagogo

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