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Prevenção de abuso sexual na infância


Prevenir o abuso sexual infantil é uma tarefa difícil para pais, cuidadores e a sociedade em geral, pois nunca entenderemos como alguém em sã consciência pode tirar vantagem e abusar de um menor. Os cabelos se arrepiam quando esse abuso não é apenas emocional ou físico, mas também tem um tom mais sexual. Totalmente incompreensível!

Nessas situações, mais do que nunca, os pais ignoram a maneira como têm de lidar com o cuidado dos filhos e suas necessidades, o que tornará a criança um aprendiz por tentativa e erro.

Sempre que pensamos em abuso sexual, a imagem de uma criança sendo estuprada ou forçada a ter relações sexuais vem à mente, mas não é a única:

- O abuso sexual de crianças também a força, por exemplo, a tocar os órgãos genitais de outra pessoa ou a fazê-lo ela mesma com o objetivo de excitar o outro.

- O abuso sexual infantil é fazer você posar nu para uma foto ou vídeo pornográfico.

- Abuso sexual infantil é mostrar material sexual a um menor.

- Abuso sexual infantil é dizer a uma criança para se despir sem seu consentimento.

- Abuso sexual infantil é se mostrar sem roupa na frente dele.

- O abuso sexual infantil consiste em contar histórias ou piadas pornográficas.

Antes de considerar medidas preventivas mais diretas, os pais devem primeiro promover o bom tratamento das crianças. Ou seja, reconhecer a criança como pessoa e seus direitos, respeitar o desenvolvimento evolutivo da criança, estabelecer empatia e comunicação efetiva com ela, criar vínculo afetivo e interativo e resolver seus problemas de forma positiva e não violenta.

- Diga às crianças que "se alguém tentar tocar no seu corpo e fazer coisas que a façam sentir estranha, diga NÃO à pessoa e diga-lhe imediatamente.

- Ensine às crianças que respeitar os mais velhos não significa que elas tenham que obedecer cegamente aos adultos e às autoridades. Por exemplo, não diga a eles "você sempre tem que fazer tudo o que o professor ou seu cuidador mandar."

- Apoia os programas profissionais do sistema escolar local para prevenção.

- Fale claramente com seu filho, sem tabus ou preconceitos sobre questões de sexualidade.

- Eduque seu filho sobre sexualidade desde a idade pré-escolar, na educação formal e não formal.

- Explique a diferença entre uma expressão de afeto e uma carícia sexual.

- Escute suas dúvidas e responda suas perguntas com simplicidade e serenidade.

- Mostre-lhe confiança para que haja uma comunicação melhor e maior.

- Confie na criança se ela lhe disser que corre o risco de ser abusada sexualmente.

- Mostre ainda mais seu amor e carinho.

Nenhum pai quer passar por esse transe e, talvez por isso, é difícil perceber que uma criança está sofrendo abuso sexual. Analisar seu comportamento e conduta é importante se suspeitarmos de algo.

- Ele se sente triste
Retraída, temerosa, deprimida ou com baixa autoestima, esse é o perfil de uma criança que está sendo submetida a abuso sexual.

- Ele está inquieto
Ele está constantemente ativo, nervoso e, o que é pior, agressivo consigo mesmo (pode até se machucar), com sua família e com seus colegas.

- Problemas para dormir
Muitas vezes a criança não tem consciência do que está acontecendo com ela e não sabe se é bom ou ruim e isso a mantém inquieta, afetando sua qualidade de sono e com frequentes despertares e pesadelos.

- Mau comportamento na aula
Mudanças no desempenho escolar, pouca disciplina na escola ou falta de interesse pelas atividades que até agora o preenchiam são outros sintomas que podem ajudar um pai a detectar um possível caso de abuso sexual.

- ele esta distante
A criança que sofre assédio sexual não confia em ninguém; Para ele, todo mundo é ruim e isso pode levá-lo a romper o relacionamento com a pessoa que cuida dele, seja o pai, a mãe ou o avô.

Depois de verificar alguns destes sintomas e de ter eliminado algumas outras condições que também implicam uma alteração do comportamento da criança, como a separação, a perda de um ente querido, a mudança de escola, é hora de agir! Seu filho vem primeiro.

Se você acha que pode conhecer a pessoa que a abusa, deixe-a o mais rápido possível! Mais tarde, ele vai à polícia para relatar o ocorrido; ao seu pediatra, para orientação sobre os passos a seguir com a criança e encaminhamento para o psicólogo; ao hospital, onde farão um estudo abrangente; e, acima de tudo, quebre o seu silêncio e dê voz ao seu filho. Não os deixe arruinar sua vida!

Fontes consultadas:
- Savethechildren

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