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Riscos associados à placenta prévia durante a gravidez


O placenta É um órgão cuja origem é a mesma do feto, ou seja, é formado a partir do esperma e do óvulo, e é de vital importância para o desenvolvimento normal da gravidez e do futuro bebê. Quais fatores afetam o desenvolvimento de placenta prévia durante a gravidez?

O placenta tem uma face materna, que se insere no útero, e uma face fetal. Este corpo tem múltiplas funções, entre as quais:

- Respiratório e nutricional
O bebê recebe oxigênio e nutrientes da mãe por meio do cordão umbilical e, em seguida, libera resíduos pela placenta e cordão umbilical.

- Endócrino
Uma vez que secreta vários hormônios necessários para a manutenção da gravidez e o crescimento do feto.

- Imunológico
Impede que o sistema de defesa da mãe identifique a gravidez como um corpo estranho e o ataque. Além disso, também atua como uma barreira para proteger o futuro bebê de substâncias tóxicas.

O usual é que a placenta é inserido no útero da mãe, deixando o colo do útero livre, pois é de onde o bebê sairá no dia do parto. Porém, entre 0,3 e 0,8% dos casos localiza-se cobrindo total ou parcialmente o colo do útero. Por que isso pode ocorrer? Quais fatores influenciam o desenvolvimento da gravidez placenta prévia na gravidez?

- cesárea anterior

- Gravidezes múltiplas

- Múltiplos abortos espontâneos ou induzidos

- Idade avançada

- História de placenta prévia

A SEGO (Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia) classifica-o de acordo com a afetação em diferentes graus:

- Grau I: Placenta baixa, mas não obstrui o orifício cervical.

- Grau II: Placenta marginal, quando a placenta atinge apenas a borda do orifício cervical interno, mas não a ultrapassa.

- Grau III: Placenta oclusiva parcial, o orifício cervical é coberto pela placenta, mas não completamente.

- Grau IV: Placenta oclusiva total, o orifício cervical está completamente coberto pela placenta.

O diagnóstico geralmente é feito por ultrassom, já que nos controles pelo ginecologista não só se valoriza o bem-estar fetal, mas a localização normal da placenta bem como sua morfologia. Na maioria dos casos, a gravidez passa sem incidentes, porém, pode acontecer que às vezes a mulher tenha um sangramento vermelho vivo, que ocorre a partir do segundo trimestre.

O diagnóstico definitivo deve ser feito no terceiro trimestre, pois mais cedo devido ao crescimento do útero, a placenta pode mover-se para cima, afastando-se do colo do útero.

Se o placenta é oclusiva (nos graus III e IV), o parto não pode ser vaginal, pois impediria o nascimento do bebê; então, se tudo correr bem, uma cesariana será agendada quando o bebê estiver a termo. Nos casos em que o sangramento é abundante e não cede, deve-se fazer uma cesárea de emergência e, se o bebê não nascer a termo, a mãe deve ser tratada com corticosteroides intramusculares para promover a maturação pulmonar do bebê e, nos casos necessários a transfusão de sangue seria feita para a mãe.

O mais importante, como sempre dizemos, é ir a um check-up médico com o seu ginecologista para verificar se tudo está a correr normalmente ou, para detectar, quando for o caso, placenta prévia na gravidez ou qualquer outra complicação.

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