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O TDAH é diagnosticado mais em crianças nascidas no final do ano

O TDAH é diagnosticado mais em crianças nascidas no final do ano


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As siglas ADD e ADHD não soam mais estranhas a ninguém. Mais e mais crianças estão sendo diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Tanto que muitos pais e especialistas se perguntam se os limites entre o jeito de ser da criança e essa condição estão se confundindo. Nesse sentido, um estudo recente realizado pela Universidade de Harvard aponta que O TDAH é diagnosticado mais em crianças nascidas no final do ano, isto é, no menor da classe.

Uma das principais preocupações dos pais quando seus filhos nascem nos últimos meses do ano é garantir que eles consigam acompanhar as aulas. Na creche ou jardim de infância e nos primeiros anos da escola primária a diferença entre as crianças é muito perceptível que nasceram em janeiro e fevereiro e os nascidos em novembro e dezembro. E, pensando bem, alguns estão quase um ano à frente dos outros. Na verdade, é comum que aprendam a falar mais cedo, que seu desenvolvimento cognitivo e social esteja mais avançado, que seu comportamento seja diferente, etc.

E se o que realmente é imaturidade está sendo diagnosticada como TDAH? É o que aponta esta pesquisa publicada no New England Journal of Medicine: Crianças nascidas na segunda parte do ano têm maior probabilidade de serem diagnosticadas com TDAH, mesmo que não tenham essa condição.

Para chegar a essa conclusão, analisamos os dados de mais de 407.000 crianças de diferentes regiões dos Estados Unidos, descobrindo que os mais jovens da classe têm cerca de 30% mais chances de serem diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Os pesquisadores observam que, ao comparar as habilidades das crianças mais novas na sala de aula com as dos mais velhos, TDAH é superdiagnosticado (por suas siglas em inglês).

“À medida que a criança cresce, as pequenas diferenças de idade tendem a se igualar ou se dissipar com o tempo. No entanto, quando se trata de comportamento, a diferença entre uma criança de 6 e 7 anos pode ser muito acentuada”, explica um dos pesquisadores. O problema é quando você decide tratar uma criança que, na realidade, não precisa de nenhum tratamento.

Diante desses dados coletados por este estudo da Universidade de Harvard, é interessante conhecer e saber identificar corretamente alguns dos sinais dessa condição. Sempre tem que ser um especialista que diagnostica o TDAH para não levar a erros. Generalizar é difícil e muitas vezes impreciso já que não podemos esquecer que cada criança é diferente. No entanto, esses são alguns dos sinais relacionados ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

1. Inquietação e a necessidade excessiva de estar sempre movendo alguma parte do corpo.

2. Níveis de baixa autoestima como resultado de nossas constantes punições e repreensões porque 'ele não se comporta'.

3. Falta de concentração e dificuldade em compreender e cumprir as ordens específicas que recebem, especialmente quando várias são acumuladas. É comum que se distraiam constantemente nas aulas ou quando fazem o dever de casa.

4. Falta de persistênciapois é difícil para eles se esforçarem e se concentrarem em algo por muito tempo.

5. Impulsividade, o que os impede de pensar nas consequências de suas ações antes de executá-las.

6. Aparência de ter cabeça nas nuvens, de não ouvir quando você se dirige a eles.

7. Dificuldade em organizar e realizarsuas tarefas na hora certa.

8. Esquecido freqüente, mesmo nas coisas mais cotidianas.

9. Problemas para Adormecer à noite ou falta de descanso.

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