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Quando consultar um especialista se a criança tiver dificuldade para ler ou escrever


Ler é um hábito que implica múltiplos benefícios no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, ajudando-a a conhecer a si mesma e o mundo ao seu redor, além de promover o progresso de suas capacidades mentais como: abstração, memória, imaginação ou a linguagem. Portanto, quando os pais consideram que a criança tem mais dificuldade de ler ou escrever do que o normal (está demorando muito para aprender a ler, lê muito devagar, não entende o que lê, etc.) consideramos a possibilidade de vá a um especialista. Mas quando é necessária a sua intervenção e quem é o profissional certo?

Há crianças que têm dificuldade em aprender a ler e escrever. Muitos desses problemas desaparecem com o tempo, uma vez que muitas vezes devido a taxas variáveis ​​de desenvolvimento que cada criança tem. Em vez disso, existem outros tipos de problemas de aprendizagem que podem afetá-los, como atrasos de linguagem ou certos distúrbios específicos.

Todas as crianças com tais dificuldades de alfabetização têm um mau desempenho na escola. Portanto, é importante que detectar e diagnosticar o motivo de sua dificuldade para poder te ajudar. Também é fundamental fazê-lo o mais rápido possível para saber se você precisa do envolvimento de profissionais em seus problemas de aprendizagem.

Muitos fatores podem afetar a alfabetização. Entre eles:

1. Dislexia
É um dos mais comuns. A dislexia é um distúrbio neural que dificulta a leitura e o processamento da linguagem. Ou seja, quando você sofre desse distúrbio, há uma dificuldade em conectar as letras com os sons que elas produzem. Isso afeta a leitura fluente e a compreensão da leitura.

2. Aprendizagem forçada
A idade ideal para aprender a ler e escrever está estimada em torno dos 6 anos. Antes dessa idade, a aquisição da alfabetização pode ser facilitada por meio de jogos. No entanto, muitas vezes caem na armadilha de métodos de aprendizagem inadequados que forçam essa aquisição e causam mais dificuldades do que benefícios.

3. TDAH
Crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e / ou Hiperatividade apresentam dificuldade para prestar atenção, além de apresentarem problemas com funções executivas - memória de trabalho, voz privada da mente, pensamento flexível, autorregulação - importantes para a alfabetização. Essas crianças terão problemas para lembrar as regras de leitura, problemas de concentração para entender o que estão lendo e relacionar com outros textos. Além disso, a hiperatividade pode fazer com que queiram terminar o texto o mais rápido possível e omitir alguns detalhes dele.

4. Dislalias
Eles ocorrem como consequência do início da fala tardia, sons confusos, pronúncia incorreta, troca ou substituição de fonemas e palavras encurtadas. Todas essas características são normais quando as crianças começam a falar, mas desaparecem à medida que crescem. O problema surge quando isso não acontece.

5. Transtorno de aprendizagem não verbal (NVAV)
É uma dificuldade que afeta as habilidades sociais, o pensamento abstrato e a compreensão do espaço ao longo da vida. Sua habilidade linguística é boa, mas eles não têm a capacidade de classificar as informações que os alcançam de maneira ótima e não conseguem entender conceitos gerais. Ou seja, crianças com esse transtorno leem perfeitamente o texto literalmente, mas não entendem a ideia que é transmitida.

6. O meio ambiente
Um ambiente sem estímulos ou socialmente desfavorável pode gerar problemas de aprendizagem na leitura e escrita.

Há momentos em que, devido às necessidades específicas de cada criança, será necessária a intervenção de diferentes profissionais. Entre eles:

- psicólogo
Este profissional avaliará as áreas cognitivas, comportamentais e emocionais da criança para definir se o problema é específico ou de desenvolvimento. Você também terá o poder de descobrir se o problema vem de um ambiente desfavorável ou, em vez disso, está sujeito a um distúrbio.

- Neurologista
Este profissional médico ficará encarregado de realizar os exames e testes pertinentes à avaliação do sistema nervoso central a nível estrutural e funcional para averiguar se o problema da criança é biológico, para posterior avaliação e atuação em programas de reabilitação pelo profissional específico de acordo com os resultados.

- Terapeuta da fala
Profissional específico que se encarregará do problema da alfabetização se sua origem vier de um problema de aquisição da linguagem.

- Neuropsicólogo
Se a origem do problema for biológica, ele se encarregará de realizar os programas de reabilitação necessários para lidar com a dificuldade.

Mas, além de uma possível intervenção de um especialista, os pais devem continuar trabalhando com os filhos de casa. Para ajudar a criança, é importante que haja colaboração entre a família e os educadores para que o problema não evolua e cause dificuldades mais sérias na aprendizagem da criança. Para isso é necessário que:

- Vamos incentivar o esforço. Mesmo que a criança acredite que é má, os pais devem incutir o valor do esforço para fazê-los compreender que com trabalho e esforço eles podem superar essa dificuldade.

- Há contato no centro educacional família. A partir da escola, os professores informarão sobre as diferentes atividades que podem ser trabalhadas e fornecerão o material necessário para poder fazê-lo em casa e, assim, melhorar a alfabetização da criança.

- Leia com ele. A dedicação diária a essa atividade produz uma rotina que facilita a leitura e vai acabar sendo uma atividade prazerosa e compartilhada para a criança. Encontre histórias infantis que atraiam seu filho para torná-la uma atividade muito mais divertida.

- Ler em voz alta. É uma atividade que facilita a leitura, melhora as habilidades cognitivas e amplia o vocabulário.

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