Línguas

Dicas para famílias bilíngues ao apresentar as duas línguas às crianças


Hoje em dia, com a globalização e a intensificação da mobilidade internacional das pessoas, e mesmo com o uso intenso da internet como forma de comunicação, ocorreram transformações sociais que têm facilitado a formação de casais, cada vez com mais frequência. provenientes de diferentes nacionalidades que, na maioria dos casos, têm diferentes culturas e línguas. As famílias bilíngües eles enfrentam algumas dificuldades na educação de seus filhos. Uma das dúvidas mais frequentes que os assaltam é como apresentar as duas línguas às crianças.

Devido ao boom na formação deste tipo de famílias com um background cultural e linguístico tão heterogêneo, é possível encontrar cada vez mais modelos de família nos quais:

- Cada pai fala uma língua e mora no país de um deles.

- Cada pai fala uma língua e vive em um país diferente do seu (dos 2).

- Ambos os pais falam uma língua diferente de onde vivem.

Este tipo de famílias eles são as chamadas 'famílias bilíngues' onde as crianças serão mais beneficiadas, uma vez que serão criadas em um ambiente onde a aprendizagem e a aquisição de habilidades como pensar e se expressar fluentemente em vários idiomas são facilitadas, entre outras vantagens.

Quando as crianças são criadas muito cedo em um ambiente onde a educação é bilíngue, elas obtêm múltiplas vantagens em seu desenvolvimento evolutivo. Existem vários estudos que suportam a existência de benefícios, tais como:

- Flexibilidade cognitiva
Quando bebês, as crianças começam a diferenciar as línguas por ritmo, cadência ou voz. À medida que os pequenos crescem e são expostos a diferentes línguas, vão conhecendo-as e tornando-se fluentes a ponto de aprender a bloquear uma língua a favor da outra. Essa capacidade de ser capaz de analisar a situação e ser capaz de controlar constantemente o bloqueio ou o uso da linguagem que mais lhe convier de acordo com o contexto é o que faz com que você tenha mais flexibilidade no seu cérebro.

- Capacidade de atenção
A flexibilidade cognitiva que a criança adquire dá a ela uma maior capacidade de concentração. Assim, a criança consegue se concentrar com mais facilidade no que importa na tarefa, bloqueando distrações e se adaptando facilmente às mudanças.

- Melhore a sua comunicação
As crianças bilingues exercem a memória desde muito cedo, o que a longo prazo implica uma melhoria da sua capacidade de relacionamento com as outras pessoas. Graças a esse exercício, quando a criança bilíngue está conversando com outra pessoa, ela consegue perceber, além das palavras: no ambiente, o tom de voz da outra pessoa, a linguagem corporal e tem uma perspectiva global da conversa. Isso torna a comunicação mais fluida e eficaz.

- O desenvolvimento de doenças degenerativas no cérebro é evitado
Exercitar o cérebro das crianças aprendendo outras línguas faz com que as crianças bilíngues estimulem mais o cérebro e, portanto, tenham uma densidade maior de massa cinzenta em algumas áreas do cérebro. Isso causa a capacidade de regenerar conexões entre os neurônios.

- Pensamento critico
Partindo da premissa: 'a linguagem vem primeiro, depois o pensamento' entendemos que as crianças bilíngues irão desenvolver a capacidade de ter várias perspectivas sobre as coisas. Ou seja, quando desenvolvem a consciência de discernir entre várias linguagens, utilizam a capacidade de pensar e agir de outro ponto de vista.

Apresentar o bilinguismo à criança é um desafio. Portanto, é importante que se queremos que o pequeno seja bilíngue, precisamos de um plano. Em outras palavras, os pequenos não aprendem duas línguas por mágica. Devem ser oferecidas condições adequadas para que a criança cresça aprendendo as línguas faladas na família. Para que isso aconteça, eles precisam da ajuda do meio ambiente. Será importante que:

1. A aprendizagem não é forçada
A aprendizagem de línguas deve acontecer naturalmente. Para isso, a criança tem que estar motivada, ver aprender como algo divertido.

2. Um pai, um idioma
É importante que cada pai - se cada um usar uma língua diferente - fale com a criança em sua própria língua. Se o idioma de um deles também for falado no país onde mora, esse idioma será majoritário.

3. Regularidade
É importante que os pais sejam regulares no que diz respeito ao uso de idiomas. Se o pai falante de uma língua minoritária misturar línguas, há um risco maior de que a criança prefira escolher a língua majoritária para se comunicar, porque aprenderá que é mais útil. Em todos os casos em que os pais falam a mesma língua noutro país ou os pais falam línguas diferentes e também no país onde residem, a solução será a regularidade e a paciência no ensino da língua minoritária.

4. Use todos os tipos de recursos
Não vale apenas que cada pai fale a sua língua. Um contexto precisará ser 'fabricado' para que a criança veja que ambas as línguas são importantes. Para fazer isso, você pode acompanhar conversas via Skype, visitar o país onde a língua minoritária é usada, encontrar um grupo de jogos onde essa língua é falada, material multimídia, etc.

5. Maus conselhos não têm lugar
Educar crianças em bilinguismo é uma tarefa difícil. Haverá momentos em que as crianças misturarão línguas, estruturas gramaticais, etc. - algo normal até 4 anos. Esse fato faz parecer que eles estão confusos e não sabem. É normal, mas o ambiente vai começar a 'pressionar' se isso acontecer e todos vão dar a sua opinião. Os pais não devem ser céticos e apenas ouvir profissionais ou outros pais que tenham passado pela mesma situação.

6. Cuidado com as correções
É normal que crianças bilíngues desenvolvam a linguagem mais lentamente do que aquelas que aprendem apenas um idioma. Isso ocorre porque os bilíngues invertem a ordem das palavras e misturam estruturas, ao invés disso, eles sabem e entendem perfeitamente o que querem dizer. Quando eles ficam confusos, é importante corrigir de forma sutil e não ser abrupta, pois a criança pode inibir a fala.

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Vídeo: The benefits of a bilingual brain - Mia Nacamulli (Dezembro 2021).