Lactância Materna

A amamentação reduz o risco de ter filhos obesos


o Benefícios da amamentação para o bebê (e para a mãe) são muitos, pois protege o pequeno de alergias, asma, colite e alguns tipos de câncer, mas não é tudo. A amamentação reduz o risco de ter filhos obesos, algo que está se tornando a pandemia do século 21 e que causa múltiplas doenças em quem sofre.

A pesquisa científica analisou diversos fatores de risco para a obesidade infantil, como alto peso ao nascer, partos prematuros ou amamentação com fórmula, entre outros, observando, cada vez mais, o Benefícios da amamentação Para contrariar essas possibilidades, considera-se ainda que o aleitamento materno prolongado pode reduzir em até 25% os riscos de sobrepeso e obesidade em crianças.

Vários são os motivos que podem explicar esse fator protetor no leite materno, orientado para sua composição e respostas metabólicas e fisiológicas no organismo.

1. Por um lado, a presença de leptina no leite materno, o que facilita a regulação do apetite e do teor de gordura consumida por bebês que bebem sob demanda, ao contrário dos bebês alimentados com fórmula, que recebem o mesmo teor de gordura ao longo da ingestão e esta tende a ser maior do que o necessário, alterando os mecanismos naturais de fome-saciedade.

2. Da mesma forma, a menor ingestão de gordura e proteína, pelo leite materno, mantém regulado o aumento dos adipócitos e dos níveis de insulina no sangue, evitando o armazenamento de lipídios.

3. Outro motivo, referente ao metabolismo e composição corporal dos bebês, é que aqueles alimentados exclusivamente com leite materno ganham menos peso no primeiro ano de vida, o que também está relacionado a menores índices de obesidade, mesmo na idade adulta .

4. Da mesma forma, acredita-se que o leite materno pode contribuir para o desenvolvimento de receptores gustativos em bebês que visam consumir menor teor de energia ao longo da vida.

Nos últimos anos, houve grandes avanços nesse assunto, como resultado de estudos que relacionam a microbiota intestinal à dieta alimentar. Esses resultados mostram a importância do equilíbrio neste ecossistema, constituído pelos microrganismos presentes no intestino, uma vez que seu desequilíbrio altera o sistema imunológico, contribuindo para o desenvolvimento de doenças gastrointestinais (inflamação, diarréia, síndrome do intestino irritável) e doenças sistêmicas como obesidade, diabetes, hiperlipidemia, entre outras.

O leite materno tem participação relevante na conformação dessa microbiota, visto que é no período neonatal quando a microbiota intestinal começa a colonizar, sendo que uma de suas principais funções é a modulação do metabolismo das gorduras.

Durante as duas primeiras semanas de vida, a amamentação favorece a implantação de até 85% das Bifidobactérias e, do final da segunda semana até o início da ablactação, essa colonização chega a 95%. Essas bactérias têm propriedades imunológicas, antiinflamatórias e inibidoras do crescimento de bactérias patogênicas. Além disso, o leite materno é uma importante fonte de prebióticos e probióticos (bactérias com efeitos benéficos para o organismo), e considera-se que algumas dessas cepas regulam o peso corporal, dada sua participação nas funções metabólicas, neuroendócrinas e imunológicas.

As razões apontadas são apenas algumas das evidências claras da importância do leite materno como fator de proteção contra a obesidade infantil. A ciência avança a cada dia e, com certeza, encontraremos muitos outros motivos para recomendar alimentar exclusivamente os mais pequenos com este maravilhoso 'ouro branco'.

Os números relativos ao número de bebês e crianças pequenas, entre 0 e 5 anos, que sofrem com a doença são verdadeiramente alarmantes. sobrepeso ou obesidade na infância. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número passou de 32 milhões em 1990 para 41 milhões em 2016 e, se a tendência continuar, pode chegar a 70 milhões em 2025, a tal ponto que esta organização considera a obesidade como a 'epidemia do século 21'.

Se essa situação não for resolvida, essas crianças podem até continuar obesas na infância e na adolescência, aumentando seus riscos de sofrerem de doenças como diabetes, hipertensão, deficiências musculoesqueléticas e alguns tipos de câncer desde muito cedo, além de sofrer impactos psicológicos negativos em seus inter-relação com o meio ambiente (bullying) nessas delicadas fases da vida. Vamos pisar no freio já que são bebês!

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Vídeo: Amamentação x Obesidade (Dezembro 2021).