Doenças infantis

Como o verão afeta a saúde das crianças


Quando chega o verão, as altas temperaturas sobem e com isso as doenças do calor também aparecem nas crianças típicas desta estação: gastroenterites, faringotonsilites, conjuntivites ... Como o verão afeta a saúde das crianças?

Durante o verão, as crianças ficam mais vulneráveis ​​a infecções ou outras patologias, pois há mudança de ambiente e alimentação. A par de tudo isto, é preciso dizer que nesta época do ano o crescimento e a reprodução de vírus e bactérias é maior, pois gostam de altas temperaturas, razão pela qual se viu que durante o verão as crianças estão mais suscetível às seguintes doenças.

1. Gastroenterite
É uma condição gastrointestinal causada mais frequentemente por vírus, mas durante o verão, o crescimento de bactérias como a salmonela pode causar gastroenterite leve a grave. Isso se deve às altas temperaturas, que muitas vezes rompem a cadeia de frio e os alimentos podem ser facilmente danificados e favorecem o crescimento de microorganismos (principalmente laticínios).

Os sintomas são dor abdominal constante ou com cólica, vômito de conteúdo alimentar, fezes líquidas frequentes, distensão abdominal abundante e geralmente febre. É muito importante manter a criança hidratada e consultar o pediatra, que fará as respectivas indicações. Claro, nunca suspenda a amamentação se for recebida, a menos que a via oral seja omitida.

2. Faringotonsilite
É um processo inflamatório da faringe e amígdalas, quase sempre de origem viral, após quadros de gripes ou resfriados. No verão, é mais frequente ser por bactérias e neste caso a bactéria envolvida é o estreptococo, causando grande desconforto nas crianças, febre, cáries, forte irritação e dores na faringe.

Ao examinar a criança, quase sempre podemos observar placas de pus ao nível das amígdalas que são características desta doença. O tratamento da faringotonsilite bacteriana deve ser com o uso de antibióticos e analgésicos antipiréticos, que devem ser indicados pelo pediatra.

3. Otite externa
Também são chamadas de otite de piscina e é uma inflamação do meato acústico externo que pode atingir a membrana timpânica, causada pela contaminação da água de piscinas e por ocasião da água da praia, que se deposita no canal externo e facilita o crescimento de bactérias (pseudomonas) e fungos, produzindo um processo infeccioso importante se não for tratado a tempo e forem tomadas medidas preventivas para evitar recaídas.

A criança manifestará, sobretudo, uma forte dor de ouvido, que aumenta de intensidade ao tocar ou tropeçar na orelha e é constante. Também pode haver dor de cabeça, raramente febre e passagem de um líquido claro ou purulento pelo ducto.

O tratamento deve ser indicado pelo pediatra, que indicará antibióticos, analgésicos, mas o mais importante a prevenção para evitar recidivas ou posteriormente otites mais graves.

As medidas preventivas vão além do uso de plugues de silicone ou gotas de glicerina antes de mergulhar na água, usar um boné que cubra as orelhas, evitar mergulhos de cabeça, ficar muito tempo debaixo d'água. E, algo muito importante, manter as orelhas com boa higiene, enxugando-as bem ao sair da água, mas sem o uso de cotonetes, para não ferir o canal ou empurrar a cera e formar verdadeiros tampões de cera que podem produzir até o diminuição da acuidade auditiva (perda auditiva).

4. Conjuntivite


A conjuntiva é a membrana que reveste a frente do olho e a parte interna das pálpebras e pode inflamar por várias causas: poeira, fumaça, cloro de piscinas, sal e areia de praia, pólen, pêlos de animais e microorganismos do ambiente.

O olho fica muito irritado (vermelho), inflamado, com ou sem exsudato purulento (legañas) e lacrimejamento. A criança relata sensação de corpo estranho e não tolera a luz solar (fotofobia). O tratamento deve ser indicado pelo pediatra, que fará o encaminhamento ao oftalmologista de acordo com a gravidade do caso e poderá recomendar o uso de óculos escuros com filtro solar.

5. Molusco contagioso
São lesões cutâneas altamente contagiosas, principalmente por meio da água da piscina por outra criança contaminada ou por contato direto ou autoinfecção por coceira nas lesões. É produzida por um vírus da família dos poxvírus e se caracteriza por bolinhas ou pérolas de 2 a 5 mm, mais freqüentes na axila, tórax, costas e nádegas e são pruriginosas (coçam muito), podendo infectar-se por meio de coçar.

Deve-se consultar o seu pediatra ou dermatologista pediátrico para indicar o tratamento adequado e sugiro aumentar a ingestão de frutas cítricas para estimular o sistema imunológico.

6. Insolação e queimaduras na pele
Devido à exposição prolongada ao sol em praias ou piscinas e à falta de uso de protetor solar, a pele pode ficar irritada, avermelhada e até com bolhas devido às queimaduras de segundo grau, embora as de primeiro grau sejam as mais frequentes.

A criança pode sentir tonturas, dores de cabeça e dores de estômago. Nestes casos, o mais importante é a prevenção: não se exponha ao sol sem proteção solar e aplique a cada 2 horas, evite o sol nos horários mais fortes (11h às 16h), beba bastante água e use roupas leves.

7. Tabelas de desidratação
Durante o verão, o sol inclemente, as altas temperaturas, a maior exposição solar e a prática de esportes ao ar livre geram uma perda de líquidos maior do que o normal, muitas vezes produzindo sintomas de desidratação que justificam a consulta com o pediatra. que tomará as medidas adequadas para reidratar a criança.

Como em todos os casos, a prevenção é o mais importante e consiste em beber mais líquidos do que o habitual (de preferência água) ao longo do dia e evitar a insolação, ficando frequentemente em casa.

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