Câncer

Como preservar sua fertilidade com câncer de mama


Por ocasião do Dia Internacional do Câncer de Mama, queremos falar sobre a preservação da fertilidade quando se sofre de câncer de mama ou sobre o impacto direto que a gravidez pode ter no desenvolvimento desta doença nas mulheres. Isso é tudo que você precisa saber se quiser engravidar depois de ter câncer de mama.

O câncer de mama é o segundo mais prevalente na Espanha. De acordo com a Associação Espanhola de Combate ao Câncer (AECC), entre 2012 e 2018 houve um aumento de 30% nos pacientes acometidos por essa patologia, com 25.212 novos casos em 2012 e 32.825 casos em 2018. câncer de mama Na Espanha, apresenta sobrevida em 5 anos superior a 90%, ou seja, 90 em cada 100 pacientes ainda estão vivos 5 anos após o diagnóstico dessa patologia.

Durante o tratamento do câncer de mama e, posteriormente, por um determinado período que vai depender do tipo de tumor e de sua evolução, a paciente não é orientada a engravidar, mas há certas questões que uma paciente com essa patologia e que deseja ser mãe posteriormente deve saber.

Por outro lado, a quimioterapia produz uma alteração no funcionamento dos ovários da mulher, devido aos danos no tecido ovariano causados ​​pelos medicamentos usados ​​no referido tratamento. Dependendo do medicamento, da idade do paciente e da gravidade do tumor, os danos podem ser maiores ou menores e a fertilidade será afetada ou não. Porém, A menos que a paciente sofra danos ovarianos irreversíveis, pode haver a possibilidade de engravidar assim que o câncer for superado.

Atualmente, menos de 10% das sobreviventes do câncer de mama decidem engravidar, seja por medo, por falta de informação ou por escolha própria. Dessa forma, e considerando que muitas das terapias utilizadas podem causar essa incidência no ovário, cada vez mais mulheres optam por preservar sua fertilidade antes de iniciar o tratamento.

Assim, entre as várias opções disponíveis pode ser encontrada a vitrificação de oócitos para posterior fertilização in vitro, congelamento de tecido ovariano ou criopreservação de embriões (Isso requer que o paciente tenha um parceiro ou recorra a uma doação de esperma no momento do diagnóstico).

Tanto a criopreservação de embriões quanto de oócitos requerem estimulação ovariana prévia pela ingestão de certos medicamentos com hormônios, que estimulam os ovários a produzirem um número adequado de oócitos para facilitar o uso de técnicas de reprodução assistida. Este tratamento é realizado desde que o oncologista responsável pelo paciente autorize o adiamento do início do tratamento oncológico em 15-20 dias.

O caso da criopreservação do córtex ovariano (que consiste no reimplante do tecido previamente congelado) é menos eficaz que os dois anteriores, mas não requer nenhum tipo de estimulação hormonal nem retarda o tratamento do câncer da paciente. Este tratamento também é indicado sobretudo em pacientes com câncer muito jovens.

O câncer de mama é difícil de detectar durante o período de gestação. Ao longo da gravidez, as mulheres passam por alterações fisiológicas que dificultam a visualização clara do aparecimento de massas anormais na mama, retardando o diagnóstico do câncer.

No entanto, é necessário esclarecer que mulheres grávidas não têm maior probabilidade de ter câncer de mama pelo simples fato de estar em estado de gravidez e, em geral, o feto não costuma contrair a doença porque sua mãe sofre com ela.

O tratamento que habitualmente se realiza depende do tipo de tumor e cada caso é tratado de forma personalizada. Os exames ginecológicos e os antecedentes na história clínica da paciente significam que cada vez as pacientes estão mais controladas e os processos oncológicos são detectados mais precocemente.

O tratamento do câncer de mama durante a gravidez é um processo complexo, pois compromete a situação da mãe e do feto. A decisão sobre um ou outro tratamento dependerá da situação em que o tumor se encontra (se está localizado apenas na mama ou se se espalhou para outros órgãos), seu tamanho, a idade do feto, a saúde da paciente, sua idade… Porém, é fundamental conhecer exatamente cada caso em particular e oferecer a melhor opção disponível para cada paciente.

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Vídeo: PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE PARA MULHERES COM CÂNCER DE MAMA - Flávia Calina (Janeiro 2022).